Ao transitarem entre a física, a virologia e a biologia molecular, os estudantes ampliam sua formação em diferentes frentes da ciência.
Três estudantes da Ilum Escola de Ciência, a faculdade do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) participaram, durante as férias acadêmicas, de estágios imersivos em instituições de pesquisa de diferentes regiões do País. Selecionados pelo Programa Aristides Pacheco Leão de Estímulo às Vocações Científicas (PAPL), da Academia Brasileira de Ciências (ABC), eles vivenciaram a rotina de grandes laboratórios, com dedicação integral à pesquisa e apoio financeiro robusto.
Ana Luz Pereira Mendes, Ana Luiza Poletto Loss e Gabriel Viegas Ribeiro, que começaram em 2026 o último ano da graduação na Ilum, estiveram, respectivamente, na Universidade de Brasília (UnB), na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais. O programa tem como objetivo estimular jovens talentos da ciência, promovendo intercâmbio entre instituições e fortalecendo a formação científica no país.
Com duração de até 50 dias, os estágios proporcionaram aos estudantes uma experiência intensa de atuação em projetos científicos reais, com autonomia e inserção em grupos de pesquisa consolidados.
Na Fiocruz, Ana Luiza Poletto Loss desenvolveu um projeto na área de virologia, investigando mecanismos de infecção de um vírus emergente. “Foi como viver uma pós-graduação por 50 dias. Eu tinha um projeto próprio, fazia gestão de recursos e precisava justificar cada etapa do trabalho. Foi a primeira vez que me senti, de fato, uma pesquisadora”, conta.
Na Universidade de Brasília, Ana Luz Pereira Mendes atuou com simulações computacionais em física, trabalhando com dinâmica molecular. “Foi a oportunidade de aprofundar em uma área que eu ainda não tinha explorado. Tive contato com um grupo muito qualificado e consegui desenvolver uma pesquisa completa durante o período”, relata.
Já Gabriel Viegas Ribeiro realizou estágio na Universidade Federal de Viçosa, onde trabalhou com ecologia e evolução de vírus de plantas, em atividades de biologia molecular e sequenciamento genético. “Foi uma experiência de continuidade da formação, mas em um contexto novo. Eu consegui conectar o que aprendi na Ilum com aplicações reais, entendendo não só o ‘como’, mas o ‘porquê’ de cada etapa do processo”, afirma.
Bolsa garante dedicação integral
Um dos principais diferenciais do PAPL é o investimento financeiro nos estudantes e nos projetos. Os participantes recebem R$ 300 por dia de estágio, além de recursos adicionais para custeio de materiais, que podem chegar a R$ 20 mil por projeto.
Segundo os alunos, o valor da bolsa foi essencial para viabilizar a experiência, permitindo dedicação exclusiva às atividades científicas e cobertura de custos em outras cidades. “A bolsa traz tranquilidade para focar totalmente no estágio e ainda permite aproveitar a experiência na cidade e no laboratório”, destaca Gabriel.
Ciência e formação de mundo
Para além da pesquisa, a vivência em diferentes regiões do Brasil também marcou a experiência dos estudantes, contribuindo para sua formação pessoal e ampliando sua visão de mundo. Em Brasília, Ana Luz destaca o impacto do contato com uma nova realidade acadêmica e cultural: “Conhecer outros lugares e outras pessoas é uma formação que vai além da ciência. Isso te transforma como pessoa”, afirma.
No Rio de Janeiro, Ana Luiza ressalta o aprendizado histórico e cultural proporcionado pela Fiocruz: “Entender o papel da instituição na história do Brasil e viver a cidade foi tão importante quanto o laboratório”, diz.
Em Viçosa, Gabriel também destaca a experiência fora do ambiente acadêmico: “Foi uma oportunidade de viver uma cidade diferente, conhecer pessoas e entender como a ciência acontece em outros contextos”, relata.
Ilum como base para a conquista
Os três estudantes apontam a Ilum como peça-chave para a aprovação no programa e para o desempenho durante os estágios. A formação interdisciplinar, aliada à forte inserção em pesquisa desde os primeiros semestres, aparece como diferencial tanto no processo seletivo quanto na atuação nos laboratórios.
A experiência também reforçou um dos pilares da formação da Ilum: a interdisciplinaridade. Segundo os estudantes, a capacidade de dialogar entre diferentes áreas — como física, biologia, química e computação — foi determinante para aproveitar melhor os estágios.
Essa base amplia as possibilidades de atuação futura, permitindo que os alunos transitem entre diferentes campos da ciência e se adaptem a novos desafios.
Sobre a Ilum Escola de Ciência
A Ilum é uma escola de Ensino Superior gratuita, que emprega uma abordagem interdisciplinar para a formação de cientistas e profissionais em Ciência e Tecnologia. Com um modelo educacional inovador, o bacharelado de três anos oferece aulas em tempo integral, conectando Ciências da Vida, Ciências da Matéria, Ciência de Dados, Inteligência Artificial e Humanidades para formar pesquisadores aptos a atuar de forma ética e colaborativa na busca por soluções às questões globais do século XXI. A Ilum é financiada pelo Ministério da Educação (MEC) e integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Sua proposta de ensino oferece contato precoce com atividades experimentais, seja nos laboratórios didáticos da Ilum ou no CNPEM, em projetos desenvolvidos junto aos pesquisadores.
Sobre o CNPEM
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade. Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no País, o CNPEM hoje desenvolve o projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no País, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação (MEC).







